Chez Cultura

DANÇA
Por: Kika Sampaio

A Dança Retro




Já que todas as revistas fazem uma retrospectiva do mundo, resolvi então fazer um flashback do que se passou com a dança em 2011.
 
A dança não para, movimenta-se sempre. Mesmo sendo velha esta sempre buscando o novo. 
 
O que vem na minha memória são corpos dançantes com temas diversos e muitas vezes bem dançados e outras inexpressivos.
  
 
A São Paulo Cia de Dança nos mostrou trabalhos intensos, virtuosos, engraçados e nos provou que uma Cia Paulista, brasileira,  com incentivo cultural nas mãos e uma boa direção, funciona e  nos orgulha pelo belo trabalho executado.

O encantador Balé "O Quebra Nozes" sob o comando de Dona Hulda Bittencourt nos encanta todos os anos, lotando sempre o Teatro Alfa. Me orgulha ver nossos pequenos bailarinos se empenhando nesta açucarada criação de Marius Petipa. O mais interessante é que não precisamos ir para a Europa para ver este lindo balé que esta aqui em São Paulo e veio para ficar.
 
Não poderia deixar de citar o Grupo Corpo que esta sempre nos surpreendendo!

Na verdade o que mais me encantou foi à quantidade de novos coreógrafos surgindo com os Musicais que antigamente só se poderia assistir na Broadway. Hoje estes musicais estão aqui estreando um após o outro, dando oportunidades para novos coreógrafos, bailarinos, atores e crianças.
 
 
O que mais me comoveu em 2011, foi Pollak Dance Company fundada em 1992 por Inbal Pinto e Avshalom Pollak e sediada em Tel Aviv, Israel.

"OYSTER", inspirada em uma antiga fábula de amizade pueril, o espetáculo tem influencias de Fellini, Pina Baush e da pantomima ao balé. Personagens surreais faziam parte deste espetáculo criado pela companhia. O homem gigante de duas cabeças, uma bailarina ruiva de longas pernas ligada a um banco, homens sem braço de smoking e mulheres com as mãos e os pés ligados por hastes vermelhas. Um lindo espetáculo poético me fez rir, chorar e lembrar como o velho é novo!


                                                                                 Mas o que é o novo?
                                                                        O novo? É aquilo que nunca vimos...  

 
 
 
 
 
Agora Retro mesmo é o Chocolamour, inventado em 1951 pelo próprio Dono do Restaurante Bambi. Agora em novo endereço!