Chez Cultura

VINHOS
Por: Gabriela Monteleone

Muito Prazer: Sommelier!





Já deixou de ser novidade o aquecimento no que diz respeito a vinhos em nosso país, além da compra massiva de garrafas e toda a infra-estrutura que engloba o setor.
Palestras, degustações e cursos tornaram-se (ainda bem!) práticas corriqueiras para os apreciadores da bebida.

Hoje a conversa entre um cliente e um profissional do vinho é muito mais direta e em pé de igualdade do que em anos atrás. Dessa forma, “floreios” não cabem mais aos entendidos do ramo.

A necessidade de uma formação completa do sommelier é imprescindível seja lá qual for seu setor de atuação. Porém a realidade é outra, infelizmente.
Escolas e cursos que formam “profissionais” a toque de caixa remontam as defasagens que acometem o sistema de educação no Brasil a séculos.

Quem tem dinheiro para estudar o faz em escolas sérias, investe em viagens e cursos no exterior, faz estágios com sommeliers renomados, compram seus belos mapas e livros sobre vinho.

Mas e aqueles que não têm dinheiro?

Infelizmente viram reféns de cursos onde nem o mínimo do conteúdo inicial e da bagagem de degustação é eficiente em suas formações.

Para o real conhecimento de vinho tudo é necessário. Leituras, viagens, conversas, “litragem”, tudo isso é o mínimo para a formação de um bom profissional.

Para uma profissão onde noções de geografia, história, agronomia e idiomas são quesitos obrigatórios para estar empregado em uma empresa de excelência, os responsáveis pela formação desses profissionais, devem estar dispostos a entender essas questões e a fazer investimentos para que o ensino seja realmente eficaz.

Alguns bons prenúncios dessa consciência já são vistos no mercado.
Pequenas escolas com cursos completos, muitas degustações e um cuidado e carinho com aqueles que não se mostram pareados com os demais de sua turma já começam a aparecer no cenário do vinho.

O reflexo dessa boa formação é um movimento mais forte no nosso país, com profissionais que não se privam de suas próprias escolhas por medo advindo do despreparo.
Só dessa forma podemos ter mais força para lutar pelo consumo mais consciente do vinho, com preços mais acessíveis sem nos desvencilhar do foco da qualidade.

Profissionais bem formados, são mais fortes e fazem do setor algo muito mais competitivo !