Chez Cultura
TEATROPor: Dionísio A.
A ESCOLA DO ESCÂNDALO
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Perdido na mesma calçada a espera de uma motivação, encontro um grupo para um Tour inusitado pelo Largo São Bento.
- Quando eu falar 3 todos apertem o play, ok?
- O meu não rolou! - Vamos todos pausar e tentar de novo. Confirmo com um gesto que estava ouvindo a apresentação. Oito pessoas com um mp3 no bolso e fones coloridos nos ouvidos são guiadas por um roteiro atemporal e impressionante sobre a história deste Largo. A platéia faminta na hora do almoço e correndo de si mesma, interagem com esse grupo que descobre um ritmo histórico de observação. Os olhares curiosos para decifrar o público que se torna personagem. Não existe nem a quinta parede, que é o chão, pois agora virou rio.
Depois de um almoço instigante, peço um churrasco grego que acompanha um copo de suco para retornar as calçadas sem o grupo. Adentro o Mosteiro São Bento para comprar deliciosos bolinhos. Suspiro no ar de rezas enquanto admiro os vitrais.
O caminho é longo e com paisagens concretas para eu fazer outro Tour, agora sem os fones nos ouvidos. Uma pausa antes
da peça.
Já subindo a escada rolante observando as fotos do ator Raul Cortez, no teatro do mesmo, flashes e microfones estão a postos para a reestréia da peça "A Escola do Escândalo", uma comédia dirigida por Miguel Falabella que retrata intrigas e boatos numa sociedade hipócrita estrelada por Maria Padilha, Tonico Pereira, Bruno Garcia, entre outros.
A trama conta a história do casal Rosália, ex-camponesa e interesseira, e Pedro Atiça, um burguês enriquecido, com o título de comendador, ambientada nos salões da corte londrina do final do século 18. Uma Escola de atores brincando de fazer Escândalo, retrata o relacionamento de personagens Criativos com atores Divertidos, ou vice ou verso. Um dos fotógrafos encontrou uma cena divertida no sonho das cadeiras vazias do fundo do teatro, demonstrando um ronco inusitado. Risadas agudas para a cena que não estava mais no palco. Depois da comédia, o ronco agora vinha do meu estômago. Sem dúvida, caminho nas calçadas a procura de um novo Tour. Até que encontro o restaurante Kaá, que impressiona já na chegada com uma enorme varanda com espelho d’água e um imenso jardim suspenso com plantas nativas da Mata Atlântica. Impressionante!
Um Dry Martini para abrir o apetite e logo veio o couvert com uma cesta de pães com manteiga, azeite, pesto e coalhada seca. Peço um Atum grelhado servido mal passado acompanhado de chutney de manga e ervas frescas e salada verde. Estupendo! Sem sobremesa retorno as calçadas ao som de Otto. Local: Teatro Raul Cortez (antigo Teatro Fecomércio)
Preços: R$ 80,00. Datas: Até 18 de setembro de 2011. Horários: Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 18h. |
